sábado, 3 de julho de 2010

Desabafo

Estava lendo alguns textos a alguns dias e cheguei a conclusão que devo ser louca... louca para escrever algumas coisas. Exponho minha vida, assim, feito ferida exposta, com corte sangrando, aberto, para todo mundo ver os osso! Duro, branco, forte, sustentando sonhos e frustrações por tantos anos. Um esqueleto é o que sou, e quando morrer é só parte dele que sobrará.
Exponho minhas cicatrizes, meus sentimentos, pensamentos.
O resto será devorado pelos vermes com sede e eles me sugarão a vida. ou... o que sobrar dela.
A alma, rogo que vá para junto de Deus. Que suba leve, liberta das mágoas e decepções, pondo fim à solidão e as tristezas da existência humana.
E escrevo isso porque espero esse dia.
De quem com a faca na mão, se deleita da dor alheia, como se fosse indiferente à própria dor.
Mas seria amor? (…) Não seria a reação histérica de um homem que, compreendendo em seu foro íntimo sua inaptidão para o amor, começa a representar para si próprio a comédia do amor?”
“A insustentável leveza do ser” - Milan Kundera

Um comentário:

ítalo puccini disse...

incrível este teu desabafo! creio que muitos compartilham dele. escrever é dar a cara a tapa, tenho isto assinalado no alto de meu blog. é assim que vamos levando, expondo nossas feridas. talvez porque, creio, a escrita ajude a fechar essas feridas, mesmo que expostas, não?

beijo!