- "Por que você vive me dando fora se a gente nem está junto?"
- "A gente não está junto?"
- "Não! Somos pessoas substitutas, esqueceu?"
Foi uma semana pesada, de trabalho e de clima. Em especial pelo meu assunto predileto: o fulano. Foi uma semana de surpresas também. Passei a conversar com alguns amigos que estavam esquecidos. E voltando pra casa na quarta feira, avistei na rua duas pessoas do meu passado orkutiano.Tudo Acontece em Elizabeth Town
Mas voltando ao “assunto”. Depois do silêncio da semana passada (do meu silêncio) e da minha contenção... Como me segurei!
Ai veio a frase: “Você não me entende!” ... "As coisas tem que ser assim!"
Com certeza, não entendo mesmo!
E diga-se... Nunca vou entender!
Pra mim a lógica foge totalmente do contexto mas... não me é lógico alguém sofrer tanto por alguém que não está nem aí? Porque não me é lógico esperar ANOS por uma segunda oportunidade! Porque não me é lógico esse tipo de amor como nenhum amor tem lógica nenhuma!
E veio uma discussão por causa de fotos.
Uma briga psicológica.
Um desejo de boa noite.
E na sexta feira, um viagem, uma espera e mais uma desilusão...
No sábado postais virtuais de amigos um brigadeiro no mercado...
Mas era bom demais pra durar…
Tolo, não sabe como são as mulheres? Fiquei cega. Desesperada. E por breves segundos consegui segurar tudo o que eu queria dizer. Mas ele insistiu. Insistiu no telefone, no email, no pessoalmente. E falei. Escrevi. Liguei. Disse tudo o que eu achava da situação. Dela. Dele. Da mensagem. Da falsa esperança. Do orgulho. Do domínio. E depois passou… ele riu, fomos embora com o “meu” pessoal, falamos de trabalho, rimos das piadas do Marques, lamentamos a minha transferência e sonhamos com as mudanças na empresa.
No feriado chuvoso ouvi as músicas dos tantos cds. E ainda acho estranho termos o gosto tão parecido. Os mesmos cds. Os mesmos artistas. Chorei de raiva com Bethânia. Desejei que o Phil Collins parasse de insistir com aquele “Do you remember?” e me alegrei quando Oswaldo Montenegro engasgou ao falar “Eu amava como jamais poderia se soubesse como te encontrar”. Foi quando decidi ir pra tv, e passava o filme “Tudo acontece em Elizabeth Town”. O filme é lindo, fala sobre o que realmente tem valor na vida, o que devemos priorizar, que devemos viver de verdade, com prazer e alegria apesar dos problemas, e não sofrer eternamente. E assim que o filme terminou, eu pensei nele. Esses dias eu falava desse filme para ele, porque achei uma frase perdida desse filme num blog por aí. Dizia que ele devia assistir, entender a mensagem do filme. E o meu celular vibrou. Era ele desejando uma boa noite. Coincidência? Eu não acredito em coincidências, já falei. E disse que estava justamente pensando nele, por causa do filme. Mas a resposta dele me matou mais um pouco: “Deve ser porque a “fulana” mandou outra msg pra mim”. eu que não acredito em coincidências, entendi o recado divino. Desejei uma boa noite pra ele, e suspirei fundo.
Tomara que amanhã o dia esteja bom, acho que vou sair pra comprar alguma coisa. Um sapato novo, uma roupa nova, uma bolsa nova. Pra usar no meu departamento novo, pra minha função nova, pra minha semana nova, pro novo que há de vir… algum dia.
OBS: Essa postagem estava no rascunho a um tempão e decidi colocar agora aqui... Esta fazendo mais sentido!

Um comentário:
taí, vou atrás do filme. assisti ontem ao "500 dias com ela". achei lindo também!
beijo
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