Fui a São Paulo no final de semana e decidi de uma vez por todas que a adoro. Amo essa cidade barulhenta, super lotada, sempre em movimento e multi cultural. Dei um passeio de metrô, e se você nunca o fez deveria fazer e ai vai me entender. É tudo rápido: a chegada de cada estação, a troca dos passageiros. Dezenas de pessoas diferentes em cada trem, e a rotatividade é muito grande, chega a embaralhar a visão, tantas cores, tantas raças, tantas línguas.
Sim, porque em São Paulo é comum encontrar estrangeiros falando em sua língua nativa.
Africanos desceram na mesma estação que eu. Consegui me manter concentrada no livro que estou lendo, mas a língua estrangeira saltou aos meus ouvidos e tirava minha atenção. Faria algumas coisas para conseguir falar todas as línguas do mundo pra saber do que falam.
Falam da vida?
Falam do caos da cidade?
Falam de esporte?
Falam de amor?
Ou falam simplesmente do dia cansativo de trabalho, do que irão jantar e do capítulo diário da novela?
Quando vi esses estrangeiros, lembrei do “Paul Tergat” aquele famoso corredor da São Silvestre. O “africano” tão brasileiro. Antes eu achava que só brasileiros corriam a São Silvestre, achava que era o jeito que São Paulo achou de comemorar o final do ano além das festa com os fogos.
Mas São Paulo é o mundo!
E não iria permitir comemorar o fim do ano só com alguns dos filhos seus.
Vi muitas pessoas diferentes. Partilhei de situações mais singulares ainda.
Passei de ônibus pela Liberdade e constatei que lá deve ser um portal pra outro continente. Mesmo na estação no metrô, corremos o risco de ouvir dialetos em japonês. E não é raro ver jornais, livros, mangas, tudo escritinho em kanjis, lidos por essas pessoas do outro lado do mundo. A comida de lá é boa demais! E tem tantas coisas brilhantes, tanta gente sorridente. Aliás, que povo alegre e sorridente são esses orientais!
E domingo, pela primeira vez, ouvi alemães conversando... Eram turistas alemães no metrô. “Das herben”. Não faço idéia do que significa, mas soa alemão, não? Usavam camisetas verde e preta, jeans e chapéu de palha! Estilo country, mas de palha! Brincos e muitos badulaques. Gatérrimos! Com “erre” carregado pra parecer alemão! Sorridentes também, apesar do caos que estava na estação da Sé. Riam, conversavam tirando sarro da situação (do caos). Podem dizer que é porque são turistas, porque não vivem isso todo dia, porque estavam viajando (indo pra praia) e por isso estavam assim, despreocupados.
Mas tenho pra mim que não era apenas isso. É essa magia que tem essa cidade, essa alegria em meio ao caos. É São Paulo, e não encontro palavras pra defini-la. Deve ser preciso viver lá pra entender.
Um comentário:
são paulo é e sempre vai ser minha grande paixão. é única. é deliciosa. é doentia. é frenética. é viciante. nasci em niterói, mas sou paulistana de alma. e de coração.
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