"Um relacionamento perfeito é onde, além do amor, existe confiança, sexo e respeito. Se não há isso num relacionamento, pode acabar. Ele não vai muito longe."Esse é um trechinho só do desabafo da moça em relação à uma traição e um reatamento (existe essa palavra?) de relacionamento.
Taberneira
Particularmente eu também não acredito que as pessoas mudem, pelo menos no âmbito relacionamento. Tenho dezenas de histórias pra ilustrar, mas não vou sair contando da vida alheia, vamos tomar a minha por exemplo.
Isso é tão íntimo e pessoal, nem comecei a escrever e já me vejo arrependida.
Fulano era amigo de uma amiga minha. Toda história que começa assim, dá merda, acredite. Minha amiga conseguiu não sei como, me dobrar em relação a esse Fulano. A gente não tinha nada em comum, absolutamente nada. Ele tinha pelo menos uns duzentos defeitos que eu não admitia na época. Não admitia porque eu passei a ser menos exigente em alguns aspectos, mas ainda me incomoda muita coisa. Bom, tivémos um relacionamento rápido, se assim podemos classificar. Mas não foi pra frente. Por quê? Porque ele que estava tão apaixonado conforme palavras da minha amiga, não deu mais as caras. Ah, minha gente, já levou um fora de alguém que era apaixonado por você? Do tipo, você não queria nada com o cara, daí depois de muita luta (e põe luta nisso porque eu sou irredutível) você resolve ceder e o negócio não vinga porque o outro simplesmente não se dedicou o suficiente? Peraí, não era ele o apaixonado? Bom, vou parar com os desabafos desse episódio.
Depois de alguns anos o meu telefone toca e é Fulano. Bom, eu devia estar muito carente e desesperada, devo admitir. Aceitei sair novamente com ele. Foi diferente a princípio, confesso. Ele era mais atencioso e amoroso, e já fui esquecendo do passado. Afinal, as pessoas mudam… não mudam? Respondo: não minha gente, não mudam. Tudo era muito bom, muito lindo, muito apaixonado, do jeito que devia ser quando estávamos só os dois. E esse foi o problema. “Só os dois” não é exatamente um relacionamento. É quase “segredo”. Porque invariavelmente temos que ter amigos, colegas de trabalho, parentes. E não dá pra ser uma pessoa comprometida quando está com você e outra totalmente livre na frente dos outros, dá? E pior de tudo é que eu ainda estava anestesiada pelo “pessoas mudam”, foram amigos dele que me abriram os olhos. Humilhante.
Enfim, acabou. E mesmo depois de dezenas de telefonemas, cartões, dvds, flores, chocolates, presentes, que vinham de tempo em tempo pedindo indiretamente uma terceira chance, fui irredutível.
As pessoas não mudam. Elas agem como convém e quando convém.
Bom, talvez eu tenha mudado em alguma coisa: desde então, risquei “segunda oportunidade” do meu dicionário.
Um comentário:
Mi, não sei se deve ser tão irredutível deste jeito. Não que as pessoa mudem
Não que as pessoas não mudem.
É que uma coisa que tenho aprendido, na dor infelizmente, é que sim as pessoas mudam, mas apenas se elas querem, não vai ser por você nem por ninguém. E não dá para ter esperança que mudou, ela tem que mostrar que mudou, provar que se transformou. Não risque "segunda chance" do seu dicionário, risque "acreditar que mudou". Porque ou mudou ou não mudou...
Beijo
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