quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Homem Nenhum é Uma Ilha

Achei esses trechos anotados na minha gaveta hoje... Fazia um tempão que estava aqui e nunca lembrava de postar.
Mas aqui vai...
"(...) Não existimos só para nós e é somente quando estamos plenamente convencidos desse fato que começamos a amar-nos de maneira devida e também aos outros. Que quero dizer ao falar amar-nos ao que deve ser? Designo, em Primeiro lugar, o desejo de viver, a aceitação da vida como uma dádiva muito grande... e um gole bem não pelo que ela nos dá, mas pelo que ela nos habilita a dar aos outros (...)." (Página 11)
"(...)Como os bens espirituais são maiores do que os bens materiais, é-me possível amar com egoísmo no próprio ato em que me privo de coisas materiais em proveito dos outros. Se a minha dádiva tem a intenção de prênde-los a mim, suneitá-lo a uma obrigação e exercer sobre a sua alma um espécie de tirania oculta, então, ao amá-lo, é a mim só que estou realmente amando. E esse é um egoísmo bem maior mais insidroso, visto que trafica não com a acarne e com o sangue, mas com a alma das outras pessoas. (...)" (Página 14)
"(...) Não podemos amar-no se não amarmos os outros, e não podemos amar os outros se não nos amarmos(...)" (Página 16)
Thomas Merton in "Homem algum é uma ilha" - 

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