Lembro de quando eu trocava emails diários com um amigo. Eu tenho essa mania, de trocar emails como quem conversa no msn – disse um outro amigo. Daí veio a faculdade dele, a nova namorada, a antiga namorada, a ex-namorada, o emprego antigo, o emprego novo e milhões de piadas enviadas.
Semana passada chegou um email daqueles, de quando a gente batia papo, contava as coisas ou simplesmente gargalhava enquanto digitava coisas sem sentido. Ele queria saber das coisas... da vida... E lembro que íamos juntos a um lugar em Itajaí, no farol, e ele dizendo que pretendia ir lá passear. Dei as informações e por um triz não comentei que adoraria ir junto.
Ele aparentemente foi sozinho, como vi nas poucas fotos. Porque claro, não se aparece em muitas fotos quando se está sozinho.
O farol é lindo, já fui algumas vezes e paguei muitos micos, íamos de ônibus, de bicicleta e uma vez a pé!
Isso me fez refletir que há tempos deixei de sair sozinha, coisa que fazia com frequencia em Santa Catarina. Talvez meu amigo tenha razão: “quando temos mais que 20 anos, estamos mais perto dos trinta que dos vinte”. E eu pergunto, quando foi que eu perdi essa vontade, essa independência, essa alegria? Como? Por que? Nem posso dizer que ando interiorizada, porque nem isso estou. Tenho vivido como quem não sabe viver.
Contruí um templo em volta de mim e esqueci de criar portas. Aqui dentro é silêncio. E o barulho que vem de fora não me assusta, apenas alimenta minha curiosidade. Mas não sei como sair daqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário