A.S.:Existem pessoas que não sabem o que é o AMOR. Pois quem ama NUNCA deixa de amar. E isso é fato!
M.M.: Cada um ama de um jeito, contrariando o comentário acima. O amor nunca é igual pra todo mundo. Nem a dor.Todo mundo tem seu tempo. Isso eu aprendi cedo. Cada um cicatriza com a velocidade do seu próprio esquecimento. E amor que dói? Ah, só serve em poema. De resto, é sempre bom ficar na dúvida.
A.S: Respondendo M.M.: “Cada um ama de um jeito, contrariando o comentário acima. O amor nunca é igual pra todo mundo. Nem a dor.” Concordo com você, afinal, ninguém é igual! Porém, o Amor é único, mas a maneira como cada um sente sim é diferente. Quem Ama NUNCA deixa de amar, mesmo que “ele” não seja mais tão intenso …"
Esse jeito teu de amar me incomoda, sabe? Essa coisa de poder contar comigo, de achar que estou sempre a sua disposição. Porque no fundo estou, e não consigo me livrar dessa situação. O problema é quando não é recíproco!
Fotos de momentos? Ah, pra que? Nem estou com a cara boa hoje, reparou nessa espinha aqui? Não? Ah, tá, sei, você vai falar que teus olhos me veêm sempre bela, não reparam em espinhas, celulites e estrias. Mas eu tenho! Eu sou assim, cheia de defeitos. Com um pouco de mau humor nas manhãs nubladas onde eu queria ficar até mais tarde na cama.
As últimas flores que você me deu não eram minhas favoritas e secaram logo. Não sei se é inveja do nosso amor ou a casa que é muito fechada. Morreram logo, coitadas. Chorei naquele dia, sabia? Cheguei em casa cansada, sentei no sofá e só então reparei nelas lá mortinhas, secas, sépias. E me perguntei como não reparei que elas andavam morrendo. Eu nunca reparo quando algo começa a morrer não? Você melhor que eu sabe disso.
Nunca recebi respostas de uma carta sequer que enviei para você, por que? Sua letra é bonita, já vi você assinando um cheque. Gosto da forma como escreve seu nome com letra curva, nada de assinaturas medonhas que não se reconhece o nome da pessoa.
Aí está a surpresa, porque eu estou escrevendo pra você num meio digital, que a letra é ‘datilografada’ e você não vai ver nenhum dos meus pingos-dos-is-igual-bolinha. Estou escrevendo pra livrar a consciência e dizer que pelo menos alguma coisa eu fiz.
Eu te amo sim. Sem flashes, sem flores, com cartas, e amo. É que meu amor é molhado, é insano, é espalhafatoso, é meu.
Te amo quando estamos com seus amigos, te amo quando você se vai para ficar com ele.
Tantas fotos com suas e com seus amigos. E nossa, só a gente, quantas temos? Mas também te amo por isso, porque na minha estante só tenho lugar pra livros e adoro carregar fotos na carteira. E hoje, não há registro de nada e por isso é mais fácil de não lembrar daqueles dias.
Te amo em cada sumiço seu. Nesses dias sem você, eu tenho tempo pra te perdoar e me perdoar. Eu inventava justificativas, e pior, acreditava em cada uma delas. E te perdoo e te amo novamente. Te encontro à caminho do trabalho, com amigos. Engraçado isso, agradecer por você pedir perdão por um erro tão seu. Mas eu amo isso também, porque é raro alguém admitir o erro. Mesmo que tuas admissões tenham parecido tão falsas.
Te amo nos bilhetes e cartões. Até nos cartões com frases prontas que vejo. Te amo tanto, que lhe dei uma segunda chance, coisa que não fiz nunca mais pra ninguém.
E hoje, nem sei exatamente por quê, você me veio à lembrança.
Foi aquela “conversa” ali em cima, destacada, que desencadeou tudo. Um dia cheguei a cogitar a possibilidade de não te amar, mas hoje eu vejo que te amo sim. E por mais que o texto possa te contradizer, eu sei que você me ama também. Do seu jeito, mas ama.
PS: Desculpe A.S. por usar nossa troca de mensagens.
PS2: Fatos descritos na carta se baseiam em fatos reais.
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