segunda-feira, 20 de abril de 2009

Rejeição

Acho que não existe sentimento pior que a rejeição. A gente se pergunta quem é o outro pra dizer que a gente não serve pra algo? Aí começamos a achar os defeito do outro, criticá-lo e em casos onde a ira é maior, a vingar-se.

A rejeição desperta nosso pior lado. E nosso pior lado pode ser o malévolo ou o deprimente.O malévolo nos faz criar estratégias, simular, dissimular. Queremos através de atitudes jogar na cara do outro que somos bons sim, que somos capazes, que não somos nada disso que parecemos ou não parecemos, nada disso que fez a conclusão surgir de que não servíamos.

Porque afinal a gente estudou tanto! A gente se culturalizou tanto! A gente se atualizou tanto! A gente tem o coração bom e a alma linda!Mas se a rejeição ataca nosso lado deprimente, então nada do que fizemos até hoje surgiu efeito. Nada tem valor se na balança a rejeição estiver de algum lado. A rejeição pesa mais. Pesa tanto como uma ancora nos arrastando pro fundo do poço. E a gente fica lá, abraçado à ancora lamentando a vida.

Aceitando o fracasso, amando a escuridão, escondidos.A rejeição tem também um lado que as vezes a gente desconhece, ou faz questão de não pensar nela porque estamos tão acostumados a sermos inferiorizados por nós mesmos que achamos normal. As vezes somos rejeitados porque somos bons demais. As pessoas tem medo de competir, enfrentar, acompanhar, estragar, amar alguém bom demais. A supervalorização dá medo. Medo de não estar a altura, de não dar o valor merecido.

Então quando a rejeição der as caras na sua vida, pense nessas coisas. Especialmente se estiver no momento “ancorado no fundo do poço”. Lembre-se que o poço só tem uma saída: por cima.

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