quarta-feira, 4 de março de 2009

Férias

Eu preciso ir, preciso de ar, de liberdade. Essa poluição tem feito meus olhos lacrimejarem quase todos os dias. Quero ver outro céu azul, rever os parentes, os amigos. Chupar fruta no pé. Tenho saudades daquela infância, mas estou indo certa de que ela não mora mais lá. Todo mundo cresceu e eu nem vi! E por isso tenho que ir, recuperar o que está se perdendo.

Na mala levo pouca roupa, não vou ficar muitos dias. Vou levar uns 3 livros apenas e quem sabe não ler nenhum. Olha, deixei todos os fragmentos agendados até a minha volta, assim, nem notará minha ausência. Não te farei companhia, mas minhas palavras ficarão pra você.
Talvez eu morra de saudade e chore de solidão. E muito provavelmente terei muita inspiração e nenhum papel à mão pra escrever.

Não vou me apaixonar, não dará tempo. E nem levo nenhuma paixão ou coração aflito comigo. Vou pra descansar, pra regar as raízes da família.
E não precisa ir comigo, acenar no momento da partida. Sei quanto isso corta o coração. Fica com a esperança e a certeza que eu volto. Eu viajaria o mundo mil vezes, só pra poder voltar. Porque o melhor momento de qualquer viagem é ter pra onde voltar.

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