sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Medos...

Eu li uma postagem do Rafael há alguns dias e não consegui parar de pensar sobre os meus medos, e cheguei a conclusão que não sou uma pessoa medrosa. Tenho medo de sofrer antes de morrer, de cachorro de rua, de ficar sozinha e tenho medo de chegar lá na frente e meus sonhos e esperanças não terem se concretizado. Mas existem alguns medos que estão me abandonando a cada dia (ELES SE CONCRETIZARAM) e estão me deixando louca, por isso estou sendo obrigada a crescer com eles e aprimorar meus pensamentos e ações.
Estou aprendendo que em qualquer situação, temos um escolha entre o amor e o medo. Acabamos sentindo medo de mudar, de não mudar, medo do futuro, medo de arriscar. Tememos a intimidade, tememos ficar sozinhos. Temos medo de mostrar às pessoas quem somos e do que precisamos, e sentimos medo de abandonar o passado, sendo ele alegre ou triste.
Na outra extremidade está o amor. Ele é o milagre que todos procuramos. Amar a nós mesmos realiza milagres em nossas vidas. Não estou falando de vaidade ou arrogânca, pois isso não é amor, mas apenas medo. Estou falando de um grande respeito por nós mesmos e uma gratidão pelo milagre de nosso corpo e mente. Acredito que quando sentimos medo não estamos amando e confiando em nós mesmo. Não se sentir "bastante bom" interfere com o processo de tomada de decisões. Como alguém pode tomar decisões importantes quando duvida de si mesmo?
Se todo mundo sente medo quando se aproxima de algo totalmente novo em sua vida e muitos "vão em frente" apesar do medo, devemos concluir que o medo não é o problema. A questão é o modo como agarramos o medo, porque podemos enfrentá-lo a partir de uma posição de poder e desamparo, então, o fato de termos medo torna-se irrelevante. Sentimos que o que pensamos é o problema, mais acredito que o verdadeiro problemas seja não se sentir "bastante bom", a famosa falta de amor por si próprio.
Estamos sempre em mutação, à medida que vamos mudando e evoluindo, nosso "melhor" vai se aprimorando e aprendemos lições com nossas experiências, lições que nos ajudam a enfrentar nossos medos de formas diferentes das que enfrentamos em um outro momento.

Um comentário:

mel disse...

Oi, querida!

Eu sou ariana! Vou dar uma lida no seu blog com calma. Mas já gostei de ver referências a Clarice Lispector :)

bjs